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Wednesday, October 13th, 2004
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10:43 am
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hehe
Look who's always around:P
É que sei lá...às vezes tenho saudades disto.
current mood: weird
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| Friday, February 6th, 2004
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4:03 pm - And so we go on.
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(You would have probably become the worst lover i ever had.)
Seguia os teus passos como um cão à procura de dono, rafeira escanzelada de afectos, com medo que as portas que se fechavam sobre ti quando entravas nalgum lugar nunca mais se voltassem a abrir. Dizem que os cães escolhem os donos, eu tinha-te escolhido a ti, não porque precisasse, um rafeiro não precisa assim de tanto, mas porque queria, e quando se quer, não se pergunta porquê. Davas voltas e voltas à cidade, entravas e saías de sítios que eu não conhecia até então, e todos os sítios ficavam com o teu cheiro. Nunca me perdia, nunca te perdia, encontrava-te o rasto em todas as esquinas e portas e ruas por onde passavas. Seria capaz de reconhecer o teu andar numa avenida da baixa em hora de ponta. E de repente um dia ouvi alguém dizer, olha aquele rapaz sempre atrás daquela rafeira, coisa estranha, porque é que não a leva logo para casa?, e entendi que não era eu quem te seguia os passos, eras tu que seguias os meus.
E depois? Fazer o quê? Se me habituei a seguir-te, que queres que faça agora que sei que és tu a minha sombra? Que desconforto saber-te faminto de mim quando quem tem fome sou eu.
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(Raúl, porra, ontem achei-te o gajo mais inteligente da sala. Para a próxima faço o mesmo que tu e saio de lá feliz e sem dores, como as tipas nos anúncios do Trifene 200. Apre.)
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| Thursday, February 5th, 2004
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5:54 pm - Seitan!
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Onde é que andam os nerds de música desta blogoesfera?Testai-vos aqui.
Eu cá sou:
49.75845% - Super Music Nerd
Nada mau, nada mau. Falta-me a colecção de Vinil para subir de divisão.
E enquanto isso não acontece, decidi formar uma seita(n). The word is:
E nunca é demais agradecer-vos a todos por tudo, especialmente ao guil pelas "Petra Sessions" , pela companhia e pela farinha e ao "meu" Pedro Rios, por ter sempre o timing perfeito e porque sim, porque é lindo.
(e parabéns ao Fernandim Magalhães e ao Sérgio Costa:))
current mood: mogwai
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| Monday, February 2nd, 2004
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1:47 pm - oh, temos tanta pena.
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O domador de ursos do circo de Soledad Cardinali foi atacado por um dos animais durante o treino e encontra-se hospitalizado em Viseu. Ao que tudo indica, os ferimentos na perna e nas costas não são graves e o homem está estável - que pena. Que pena que o urso não lhe tenha pregado um susto tão grande que ele nunca mais tivesse a infeliz e triste ideia de andar a domar animais selvagens para gáudio de meia dúzia de mentecaptos que ainda acham muito normal explorar animais em Circos decadentes, que não lhes oferecem as mínimas condições (e se oferecessem, estariam eles mais inocentes?), que os domam com métodos cruéis e criminosos e que volta e meia, se choramingam na imprensa e na televisão porque coitaditos, nem sabem o que fazer à vida.
Os circos com animais não são entretenimento. Circos como o Cirque du Soleil são. Coitadinho do domador, estamos cheias de pena, eu e as Petras todas. Condoemo-nos deveras. Ou então, não.
E resultado de mais uma investida ao Porto:
Conheci um senhor_estrela que grita mais que o que fala. :D Trouxe estes dois belos discos:


E recuperei um dos discos mais bonitos que tive até hoje e que já não ouvia há anos. Uma das pérolas de 1995, ano em que os descobri e em que saiu este soberbo "The Blue Moods of Spain" , voltar a ouvi-lo foi mergulhar na voz desajeitada e trapalhona de Josh Haden (filho do GRANDIOSO Charlie himself) como se nunca o tivesse feito antes.

Um grande obrigado ao passaralho Calimero e à Arqª Sabina por tudo, pelos discos, pelo tv shopping, pela cevada e pelo almoço.
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| Friday, January 30th, 2004
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11:15 am - é um privilégio, pois é
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O chapéu de chuva, esse inútil objecto quando o céu decide desabar em toda a fúria sobre a cidade. E se um estranho vos pedir boleia por debaixo das goteiras e dos andaimes do Calhariz, tenham o bom senso de recusar, de mentir descaradamente e dizer "desculpa, viro já ali na Rua do Norte". E depois, virem mesmo, questão de não se sentirem totalmente mentirosos. Evitem o desconforto de uma noite inteira com a sensação de que no dia seguinte, vão ter de amputar-vos as duas pernas, levando atrás os dois joelhinhos e os dois pézinhos, com todos os seus dez enregelados e dormentes dedinhos (porque é que em português não temos uma palavra equivalente ao "toe" inglês?). Valha-nos S. Francisco, era mesmo só a sensação, mas façam o favor a vocês próprios de aplicar as leis da selva em noites como a de ontem, deixem em casa a empatia, o altruísmo, o humanismo e todos esses ismos que não mais farão que encharcar-vos até à alma, roupa interior incluída. Sejam vis e egoístas, sejam porcos, feios, maus, mas relativamente secos, dentro da medida do possível.
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Sou uma privilegiada. Aliás, somos os quatro. Ontem ao jantar, a pingar água, ficou no ar a ideia de que iríamos tocar só para nós, que ninguém se ia atrever a sair de casa com aquele dilúvio, mas não. Tivémos sala cheia, as mesas ocupadas, gente de pé, gente que dançou, que assobiu, que cantou, gente bonita e sorridente, que deixou em casa o conforto da televisão e se aventurou até ao Catacumbas. É um privilégio. E é-o ainda mais porque as pessoas com quem partilho o "palco" são imensos músicos e gigantescas pessoas. Tenho a rara sorte de ter encontrado três pessoas que se regem pelos mesmos princípios, que sentem com a mesma intensidade esses grandes pais da música que são os blues. É um prazer descobri-los e é um prazer e uma honra ainda maior poder mostrá-los a quem vem aos concertos.
Obrigado. Muito, muito obrigado.
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| Wednesday, January 28th, 2004
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12:48 pm - Taliban
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Hoje o meu princípe faz 6 anos:)
Digam lá se ele não é a cara chapada da tia:')

E não se esqueçam que o prazo para a recolha das mantinhas é até sexta feira:)
(mudei a foto, acho que nesta ele está muito mais fiel a si próprio:D)
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| Tuesday, January 27th, 2004
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1:03 pm - BAHAHAHAHAHA Alguém se lembra disto? :'D
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.Em conversa com o guru do indie , numa vã (mas nem por isso menos engraçada) tentativa de escolher um tema que representasse melhor as décadas de 60, 70, 80 e 90, relembrou-me a criatura de um tema enterradíssimo nos confins da minha memória, no cantinho pouco digno que reservo às matinées passadas no Delirium, em Massamá (onde dançava o Melão, que, haja coerência, sempre foi foleiríssimo) ou no Crazy Nights, em Lisboa (perdoai-me senhor, eu tinha doze anos). Alguém se lembra da Robin S.? ( You've got to show me love )
ah, o que eu dancei ao som disto!...:')
Escolher um tema que representasse cada década, apesar de ser mesmo à la Geek(o site hoje está em baixo, mas há-de voltar), foi de partir a mão a rir, exactamente porque acordou da memória temas como este, da Robin S, ou como o "Carrie" dos Europe, essa coisa indecentemente má e no fim, não cheguei a conclusão nenhuma sobre tema nenhum:D
Ora então, estas foram as nossas dúbias escolhas. Façam o favor de mandar as vossas:) Década de 90:
Paulo Miranda= Corona - Rythm of the night( err..enfim, pronto, seja) Eu (muito mais rockeira:D)= Nirvana - Smells like teen spirit Menção honrosa: Underground Sound of Lisbon - Get Up
Década de 80:
Pmir= Duran Duran - Girls on Films Eu (atenção Espadana!:D) - Joy Division - Love will tear us apart Menções honrosas: Message in a Bottle - police e Russians - Sting
Década de 70 (esta é ingrata, porra):
Pmir= Pink Floyd - Money Eu =Led Zeppelin - Stairway to Heaven nada de menções honrosas
Década de 60: Pmir - The Beatles - Lucy in the sky with diamonds (é muita droga, de facto:D) Eu - The Beatles - Twist and Shout (e tou-me nas tintas se a canção não é deles:D) Menções honrosas podiam ser uma data delas.
O desafio supremo, as canções do Século XX:
Pmir= A melhor musica: George Gershwin - americano em Paris A que melhor ilustra: In the Mood - Glenn Miller Eu (já no avacalhanço total, porque acho isto impossível)= A melhor - The Beatles - Black Bird (hesitei entre essa e o Eleanor Rigby) A mais ilustrativa: Imagine - John Lennon :D
Menções honrosas gerais: Miles Davis/Coltrane - Round Midnight Aretha Franklin - Respect Marlene Dietrich - a cantar aquela do Blaues Engel :D Jacques Brel - Les Ports d'Amsterdam Abba :D Valse à mille temps:D
Ainda não fizemos a lista das piores, mas eu tenho cá umas ideias :D ---------------
O "Lost in translation" é um filme belíssimo. não vai mudar a vida de ninguém, talvez, mas vai deixar-vos certamente com um sorriso daqueles que não se apagam assim tão depressa.
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| Monday, January 26th, 2004
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3:30 pm - Sábado negro
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A Colecção Mil Folhas do Público decidiu atacar-me este fim de semana. Uma das minhas estantes caiu na Quarta feira quando tentava encaixar um dos livros. No Sábado, decidi arranjar aquilo e o resultado foi que me cairam as restantes estantes em cima, deixando atrás de si um rasto de destruição, quadros partidos, capas de cd's e uma série interminável de arranhões, cortes e hematomas que me deixaram hoje a coxear. A cultura é pesada, digo-vos, bastante pesada. (e reparei que tenho à volta de 400 Euros metidos naquela colecção que nunca mais acaba) Para curar a neura, decidi fritar batatas (nada de melhor, gorduras e hidratos de carbono, não há valium que bata a receita), mas entretanto o óleo aqueceu tanto que as batatas de firtas, viraram quase carvão.
Safou a noite o concerto de Kevin Blechdom na galeria Zé dos Bois. Um exemplo claro de ser músico é uma boa desculpa para não se estar internado num hospício. A mulher entra em palco com um Mac e senta-se a jogar um jogo projectado na parede. Vestida a rigor, com galochas e calças de pescador, deu início ao que seria uma das mais bem humoradas e delirantes performances a que assisti nos últimos tempos. Desde as absurdas letras ("now that i've got my nose job, i don't have to blow my nose no more, now that i've got my period i don't have to buy red paints no more, now that i've had my tits done, i don't have to sing well no more" e por aí fora), às inacreditáveis versões do "I will always love you" com um final em apoteose repetido até à histeria, com direito a isqueirinho aceso e tudo, do "Holy night" cantado de joelhos e do "Private Dancer" dançado em lap dance mode, com cadeirinha no centro do palco e a menina a mostrar os seus dotes de strip teaser e as suas meias às riscas totalmente cagadas em baixo. E a menina Blechdom tem um lado adoravelmente country, de banjo em punho e é dona de uma fabulosa voz, que por mais que ela tente distorcer, é tão notória quanto o seu sentido de humor. À janela da Zé dos Bois, uma dezena de curiosos assistia incrédulo ao que acontecia dentro da sala, mantendo-se ali até ao final a bater palmas connosco, os que tínhamos a sorte de estar do lado de dentro a ouvi-la dizer sorridente à meia noite e meia "oh it's a beautiful morning!good morning everyone!". Não conhecia, fiquei fã. Fez-me rir num dia pouco dado às gargalhadas.
E agora, e porque este update não está suficientemente longo para ser meu, queria só relembrar todos os que têm coisas para os canitos. Deixem-me aqui um comentário para eu tentar organizar a minha semana de forma a poder recolher tudo e entregar no sábado. Thank you:)
Quinta feira, não se esqueçam, a Nobody's Bizness dá o primeiro concerto oficial do ano no Catacumbas. Às onze e meia, já se sabe. Vou tentar não ferir ninguém, prometo.
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| Friday, January 23rd, 2004
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12:45 pm - The werewolf
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'Just before our love got lost you said, "I am as constant as a northern star." And I said, "Constantly in the darkness Where's that at? If you want me I'll be in the bar."' Joni Mitchell
Já não devia ter esse efeito em mim, mas continua a surpreender-me a tua falta de tacto e a forma como me desconheces tão profundamente. Continuas a não ser capaz de ler entre as linhas, de compreender os meus gestos, de pura e simplesmente olhar para mim e ver o que eu sou, o que eu defendo, o que eu sinto.
No teu quarto, sentado na poltrona, aquela verde que eu odeio perto da janela, tiras um disco qualquer e deitas a cabeça para trás. Imagino que pensas em mim, ocasionalmente, se o cd tem uma música que já ouvimos os dois, dás-me trinta segundos de pensamento, mal te chega para murmurar o meu nome completo e afastas de ti a ideia, como se faz a um mosquito inconveniente no seu zumbido quando queremos dormir. A ideia de mim incomoda-te. E incomoda-te sobretudo porque julgas ter entendido tudo, porque julgas que nas minhas palavras, longe da inconsequência das paixões que lês nos livros, que nada cobram e nada esperam, se esconde a exigência da reciprocidade. E estás tão enganado. Dessa poltrona chega-me a tristeza dos teus desenganos e a urgência das palavras que não sou capaz de te dizer, a ti, à tua cabeça deitada e ao teu coração confuso- às vezes pareces areia nos meus dedos. Morres-me nas mãos sempre que tento falar, e levas nessas pequenas mortes a vontade que tenho de mostrar-te que não sou eu quem te sufoca, és tu. São as tuas certezas em relação ao que desconheces que te apertam no peito, não sou eu, nunca fui eu, foste sempre, sempre tu. Não espero nada de ti, entende-me, se abrires a janela e olhares para mim, vês que não preciso que abras a porta, nem que me deixes entrar no teu quarto, vês que deste lado da rua, as coisas sem ti continuam a existir da mesma forma. No teu mundo, o amor não se basta a si próprio, mas no meu mundo ele cresce e vive e morre todos os dias pela sua própria vontade. Não precisa nem de ti nem de mim para existir e para estar acima de tudo, e escuta-me bem, porque não são trinta segundos ao som de um tema qualquer que vão acalmar os teus receios, não é no silêncio, não é na ausência, não é no medo, nem na distância e muito menos na incerteza que vais encontrar paz. E se a não encontras, querido, querido amigo, é porque não existe guerra. Se te sorrio, é porque quero, o que me mata a mim não é que o não devolvas, é que o julgues dependente de ti para ser sincero.
(catrano. Recebi um mail a dizer que tinha excedido os 80 MB de espaço disponível no servidor da empresa em 140 MB. O_o Que abuso.)
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| Wednesday, January 21st, 2004
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1:19 pm - porra, pah
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eu ODEIO o mail.pt.
current mood: angry
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12:10 pm
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Não existem coincidências.
Quando cheguei a casa ontem (e um grande obrigado às pessoas que já manifestaram o interesse em ajudar-me a recolher os trapos para o canil da UZ:)), tinha uma carta da PETA, a propósito de uma campanha realizada há uns meses sobre a esterilização de cães e gatos e lá dentro vinha isto:

A lindivinal e louca Chan Marshall a dar a cara por uma campanha que apesar de poder ser bastante cruel de um certo ponto de vista, não deixa de ser uma solução a um problema grave. O canil da UZ é um exemplo das consequências disso mesmo.
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E, num registo um pouco mais ligeiro, o Manel ofereceu-me um disco delicioso, o último registo do grande, grande Richard Thompson, a revelar os seus dotes de intérprete em "1000 years of popular music". Thompson percorre, com a ajuda da voz belíssima de Judith Owen (que também participa no disco de Teddy Thompson, filho de Richard com Linda Thompson) e de um senhor chamado Michael Jerome (a fazer maravilhas nas percussões) um milénio de música popular, desde as tradicionais baladas do folk inglês, passando pelo jazz de Nat King Cole, o rock de Jerry Lee Lewis ou dos Beatles, o foleiro-festivo dos Abba, o funkadélico "Kiss" do-artista-anteriormente-conhecido-por-Prince-e-que-agora-já-nem-sei-que-nome-tem e até mesmo pela horrorosa Britney Spears, numa versão inverosímil de "Oops, i did it again". Em tudo e por tudo, este é um disco do camandrão, divertido, bem disposto, didático (:D) e sempre com o grande nível a que Richard Thompson nos habituou. Para não mencionar que com o humor intragável com que ando estes dois últimos dias, é a melhor forma de acordar de manhã.

(e mais boas notícias, o "meu" Manel Cruz vai voltar à carga este ano:'))
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| Tuesday, January 20th, 2004
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5:15 pm - Apelo
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retirado do Lj do joaolynch
Caros amigos/as A União Zoófila acolhe mais de 800 cães, e precisa da ajuda de todos. Este não é um pedido de dinheiro. É que com o frio, vento e chuva, os canis tornam-se locais desoladores, frios e húmidos, em que muito dificilmente estes animais conseguem aquecer-se. Mesmo nestas condições, o canil foi o que melhor aconteceu na vida de muitos destes animais, que já sofreram tantos maus tratos. Os canis são abertos e as noites tornam-se dolorosas para estes cães. A UZ desdobra-se em esforços para os ajudar, mas é necessária uma quantidade descomunal de agasalhos para tantos animais. É aqui que cada um de nós pode fazer um pouquinho: se tiverem mantas e cobertores que já não utilizem, que foram substituídas por outras mais bonitas e que se encontram a um canto sem qualquer utilidade, tapetes velhos ou carpetes que ajudem a impedir que o frio do cimento gele estes nossos amiguinhos, por favor ofereçam-nas aos cãezinhos da Zoófila. Não se esqueça de divulgar este apelo junto das pessoas que conhecem: quanto maior for o número de pessoas que o lerem, maiores serão as possibilidades de garantir um pouco de calor para estes cães, que vivem de forma tão precária. Entregue os materiais na: Contactos e Informações:
UNIÃO ZOÓFILA ALTO DO BAIRRO DAS FURNAS S.DOMINGOS DE BENFICA (perto do Jardim Zoológico)
Luísa - 933 221 128 Maria João - 919 908 666
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Eu hoje até podia relatar-vos como correu o concerto da Mirah, que eu tanto ansiava. Podia falar-vos da entrevista aos Alla Polacca e aos Stowaways no Blitz, ou do reencontro via messenger com a que terá sido certamente a minha única amiga em França, mas porque isto me parece bastante mais importante, reforço o apelo que o Lynch já fez. Acabei de fazer seguir um mail interno para todos os meus colegas a pedir-lhes o mesmo que venho pedir-vos a vocês. Não é necessário que entreguem os cobertores no canil, eu própria o farei com ajuda de um amigo (merci, Tadeu:)) na próxima Quarta Feira dia 28. Só preciso que mos façam chegar da forma que vos for mais conveniente, e se necessário for, irei buscá-los num local a combinar. Quem tem o meu telemóvel, que o utilize, quem não o tiver, pode contactar-me através dos e-mails petronila@mail.pt ou ainda ppetronila@hotmail.com
Não é muito, mas é uma daquelas pequenas revoluções do quotidiano de que já falei algumas vezes e que estão ao alcance de todos. Serão manifestações como esta talvez até mais relevantes nos aspectos prácticos que as mega-manifestações a que assistimos na têvê (ah pois com certeza, porque cá de mega, as manifestações nem o cheiro têm), por terem um resultado visível e mais imediato. Ajudem-me a ajudar estes animais.
(e ao pensar nisto, só me ocorre uma vontade imensa de ir para casa encher a minha cadela de todos os mimos e mais alguns.)
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| Monday, January 19th, 2004
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12:13 pm - como é que era?
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Aquela coisa que vi aí num monte de Livejournals que agora não me apetece procurar, que canção vos faz lembrar de mim e porquê.
Dizei de vossa justiça, estou deveras curiosa :p
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11:53 am - Hoje é dia de Mirah
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Em 2002, o meu balanço do ano foi do mais simples possível. Descobri a Mirah e foi a única coisa que me pareceu relevante de salientar no último dia do ano.
Hoje, finalmente, vou ter ocasião de a ver ao vivo e como diria a minha lindivinal amiga Lia, sou um bocado bimba e fico ansiosa como uma adolescente com estas coisas. Estou em pulgas para vê-la e ouvi-la, para saber a que soam as pérolas "You think it's like this but really it's like this", "Advisory Committee" e o recente e meio louco "Songs from the black mountain music project" ao vivo. Recebi há cerca de três semanas um mail da própria a desejar que o Inverno me mantivesse quentinha até à data do concerto e agora, o que eu desejo é que seja ela a receber de quem for hoje a Leiria todo o calor que ela merece.

Já entrei em contagem decrescente:)
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| Friday, January 16th, 2004
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11:49 am - Ora bem
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Então assim, parece que eu, na minha qualidade de gralha (que ostento com o orgulho possível e sem qualquer tipo de pudor) e de acordo com o autor do blog Memória Virtual, a característica fundamental dos meus posts é serem longos. 
Pois...err...não tenho culpa!:D Tenho tanta coisa para dizer ao mundo que se não disser, impludo, não há volta a dar-lhe! Que fazer? Acham que devo limitar-me a posts sucintos, concisos e objectivos?
current mood: curious
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| Thursday, January 15th, 2004
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4:26 pm - I am on a lonely road and i am travellin'
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Eu e tu nunca precisámos de grande coisa para percorrer as ruas como se tivessemos acabado de ganhar a lotaria, pois não? Era na simplicidade das coisas pequenas que nos encontrávamos, foi ela que nos uniu, que nos manteve aconchegados um no outro até ao dia em que, sem sequer me dar conta, quis engolir-te, a ti, a nós, aos nossos momentos pequeninos e perfeitos, tudo num só travo, e claro, tu já sabias e eu também devia saber, não me chegou a boca para tanta coisa bonita e grande. Não podia querer-nos só para mim.
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| Wednesday, January 14th, 2004
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5:07 pm
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De volta de umas mini férias altamente didácticas, ainda não caí bem na quantidade de trabalho acumulado nestes dias em que estive ausente. A crer que não se trabalha quando cá não estou ou qualquer coisa assim do género...
Destes oito dias trago muita coisa boa. Trago o regresso do grego a Portugal, ainda que por pouco tempo, trago a noite fantástica de jam session no Catacumbas para o 40º aniversário do Manel, trago a sensação cada vez maior de que adoro o Porto e as pessoas do Porto (hey, tenciono cumprir todos os vossos domingos, menos o do Pedrinho:D) e que a cidade acorda instintos vândalos nalgumas pessoas. Aprendi que não deves deixar para amanhã debaixo dos lençois o que podes fazer hoje no meio das pernas e que os escoceses fazem um caril de grão e quiabos fabuloso (thank you Sandy, thank you Tess:)). Descansei bastante, ouvi muita música que tinha em atraso, pus alguma leitura e escrita em dia e tomei o meu tempo para fazer as coisas de que gosto mais, cozinhar, dar banho ao cão, um sem fim de coisas inacreditavelmente relevantes para a paz no mundo. E entretanto, o que é bom acaba e cá estou eu, em preparação para o próximo concerto de Nobody's Bizness (ou, de acordo com o panfleto do Santiago este mês, nobody's byzness, ou ainda, de acordo com o berlitz, nobody's blues) já esta sexta feira, às 24h, no santiago alquimista
Não consigo pensar em grande coisa, tenho o cérebro cheio de stroopwaffels e assim que entrei neste local, comecei a espirrar. Quero ir de férias outra vez, olha que porra.
Bom ano a todos.
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| Wednesday, December 31st, 2003
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1:18 pm
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-Martinha vai vestir um casaco que está frio. -Não quero mãe, não tenho frio nenhum. -Martinha, já te disse, veste o casaco, depois ficas doente e ninguém te atura! -Fogo mãe, até parece que eu tenho dez anos, deixa-me estar sossegada, caramba... *suspiro* -Tu és teimosa, mas vais vestir o casaco AGORA, porque enquanto viveres na minha casa fazes o que eu te disser! -Mãe, olha uma coisa, não me leves a mal, mas vou-te dar um tiro nos cornos agora porque sinceramente, estou farta de te aturar, não é nada pessoal.
E pronto, assim morreu a mãe da Martinha. Mais tarde o pai da Martinha também levou um tiro no focinho porque não tinha nada que andar aos gritos pela casa. Até parece que era a primeira vez que via um cadáver. Para não deixar nada para o ano novo, a Martinha decidiu dar um tiro no cabrão do gato também, meteu-se num barco para Cacilhas e nunca mais ninguém a viu. Há quem diga que raparigas assim se safam sempre na vida, o que não deixa de ser um consolo. É fodido estar a trabalhar hoje, sobretudo porque não está cá ninguém e MESMO assim não posso fingir que não trabalho porque vou de férias na mesma (there you go fuckers) e tenho de deixar tudo pronto. Enfim, ao menos estou a ouvir música decente pela primeira vez desde o início de dezembro. Entretanto, este livejournal estará encerrado até novas ordens da gerência. See you all soon.
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| Tuesday, December 30th, 2003
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11:40 am - Coisa chata indeed
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Leio no público hoje que mais de 15 % da área florestal amazónica já era. Mais ainda, que a maior fatia do bolo, cerca de 80 % da desflorestação se deve à pecuária.
É uma das razões principais que me leva a vincar cada vez mais o meu vegetarianismo e a ter a certeza de que é sem dúvida, uma das decisões mais acertadas que tomei na minha (pequena) existência. Nunca defendi e não o defendo hoje mais que ontem, que toda a gente devia parar de comer carne. O Homem é omnívoro, tem caninos para rasgar carne e é natural que ela esteja incluída no seu regime alimentar. O que eu condeno com todas as minhas forças é o consumo insano e desmesurado que leva à produção em massa de carne para abate. É um crime com consequências dramáticas que estão aí, para quem as quiser ver, enterrar a cabeça na areia não vai mudar nada e se não sofrermos nós (e a realidade é que já sofremos, todos os dias), sofrem os nossos filhos e os nossos netos. Não é só a floresta amazónica que sofre com os nossos excessos ocidentais no consumo da carne, são os próprios consumidores que são vítimas da sua inconsequência e da sua alimentação pouco cuidada e essencialmente baseada em carne, o aparecimento de doenças como a BSE e a febre aftosa são provas irrefutáveis dos efeitos da criação de gado para abate de forma industrial. Há muita procura, logo tem de haver muita oferta, há que rentabilizar a todo o custo e isso passa pela utilização das tais farinhas animais que se são mais económicas, também são uma aberração, por zeus, é só deitar a mão à consciência para pensar que alimentar herbívoros com restos de carnes só podia ter consequências catastróficas! Uma vaca rumina, certo? até aqui estamos de acordo; para ruminar, a vaca é dotada de um sistema digestivo com características específicas que mantêm as ervas no estomâgo durante um período de tempo que não é, DE TODO, compatível com o tempo que qualquer tipo de carne pode permanecer dentro de um organismo sem apodrecer, as consequências de canibalizar bovinos, repito, estão à vista de quem as quiser ver.
O meu discurso não tem absolutamente nada de radical se tivermos em conta que o que é verdadeiramente radical, é existirem demasiadas pessoas a comer demasiada carne. (e tudo isto se aplica igualmente ao peixe, quantos de vocês comeram uma truta que não venha de um viveiro?quantos de vocês sabem que a pesca abusiva está a aniquilar a população de sardinhas e a colocar em risco também o tão querido bacalhau?) Não se trata de vegetarianismo, trata-se sim de ter a consciência de que a solução passa pela MODERAÇÃO, passa por uma mudança profunda nos hábitos alimentares de cada um. uma família normal, há cerca de 50 ou 70 anos atrás, não comia carne três ou quatro vezes por dia e é isso a que se assiste hoje em todo o lado. Vai uma sandes de fiambre ao pequeno almoço, um croquete a meio da manhã, um bifinho ao almoço, mais um folhadito a meio da tarde, um franguinho ao jantar e oh, porque não?, uma tosta mista ou um cachorro à noite, quando os copos e as horas já vão altos. Isto não é nem natural, nem racional, nem consequente. Uma alimentação equilibrada podia impedir os excessos da indústria, seja dos lactícinios, seja da produção de gado (e atenção que mesmo aqui existem questões éticas importantíssimas, se tivermos em conta que o tratamento dado aos animais nesses locais de criação massiva são profundamente cruéis e desumanos e que mesmo para quem se está nas tintas para o bichedo, esse tratamento tem um impacto directo na qualidade da carne que vos é servida diáriamente. As toxinas libertadas por um animal em stress alteram as qualidades da carne e uma vaca presa a vida toda, que de repente é enfiada num camião com mais duzentas, empilhadas umas em cima das outras sabe lá deus como, entre patas partidas e afins, que é arrastada para um matadouro onde muitas vezes nem morre quando é degolada, não duvidem, está em stress absoluto.) seja das empresas que surgem com vegetais genéticamente alterados como resposta a estas insanas necessidades de consumo, tão modernas, tão egoístas, tão inconsequentes.
Certas religiões e culturas, distantes da nossa pela sua ponderação e respeito pelo que as rodeia, aindam concedem à refeição um carácter sagrado que no ocidento rejeitámos em detrimento da nossa própria saúde, com argumentos dúbios e pouco sustentáveis se os encararmos com bom senso. Ah,a vida moderna não permite isto e não permite aquilo, quem trabalha não pode isto e não pode aquilo, sim, pois claro, com certeza. Os veganos, os vegetarianos, os macrobióticos (que consomem certos tipos de peixes e aves), os budistas e os krishna e outros milhões de pessoas que mantêm dietas razoávelmente equilibradas não trabalham. Com certeza que não. Ou então não comem, não é? Ou melhor ainda, são um mito, uma lenda urbana, não existem. Mas existem. E são pais, mães, empregados e patrões e artistas e escritores e pessoas perfeitamente normais com uma consciência que nem precisa ser colectiva para optar pelo equílibrio alimentar. E se damos pouca importância à nossa alimentação e enfiamos qualquer treta que não leve mais de dez minutos a engolir à boca, esquecemo-nos que é ela que nos sustenta e de que tudo o que fazemos depende directa ou indirectamente da forma como nos alimentamos, o nosso rendimento depende disso, quer tenhamos ou não consciência disso.
Enfim, não gosto de aborrecer ninguém com isto, mas não consigo evitar deixar a ideia no ar, em vez de uma lista de discos ou filmes de 2003. 80 % da área total devastada na Amazónia é muito e assusta um bocado se pensarmos nisso.
Desejo-vos a todos um bom ano novo.
Think globally, act locally, está escrito nuns autocolantes bonitos da Natura.
(Pequeno à parte: Acácio, tentei ligar para agradecer a prenda fabulosa de Natal, não estava à espera e soube-me pela vida:') Infelizmente a Sr. Dona. Neta desnaturada, deu-me o número errado e fui aterrar no telemóvel de um senhor pouco simpático que me informou que não, não havia ali nenhum Acácio...enfim. Fica a intenção de um abraço que vou guardar para a altura certa. Obrigado!:) :))
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| Friday, December 26th, 2003
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5:41 pm
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E o "April" fica em quarto na lista do Y e amanhã às 16:30, na sic notícias, no Sociedade das Belas Artes, Nobody's Bizness =P
bom fim de semana!
current mood: busy
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